O que esperar da LAT.BUS 2026: podcast traz desafios que já estão mudando o transporte

A LAT.BUS 2026 acontece entre os dias 11 e 13 de agosto, na São Paulo Expo, reunindo operadores, órgãos gestores, fabricantes, fornecedores de tecnologia, entidades e profissionais ligados ao transporte de passageiros. Considerada a maior feira de mobilidade por ônibus das Américas, a edição combina exposição de produtos e serviços com uma programação de palestras dedicada a financiamento, regulação, tecnologia, sustentabilidade, experiência do passageiro e novos modelos operacionais.


Antes da abertura do evento, a segunda edição do CittaCast, podcast da Cittati, propôs uma leitura dos assuntos que já influenciam as decisões do setor. O episódio contou com Alexandre Pelegi, jornalista especializado em mobilidade urbana, diretor do Diário do Transporte e consultor da ANTP, e Luiza Gomes, Gerente de Relacionamento da Cittati.


Ao longo da conversa, Pelegi trouxe uma visão abrangente sobre o mercado, as políticas públicas e as mudanças no comportamento dos passageiros. Luiza aproximou esses temas da realidade das empresas, relacionando as discussões às demandas observadas entre clientes da Cittati. Essa divisão de perspectivas orientou o episódio e permitiu conectar tendências setoriais a problemas que já aparecem no planejamento e na operação.

Entre os principais eixos estiveram a redução de passageiros na última década, a Tarifa Zero, o Marco Legal do Transporte Público, os possíveis impactos do fim da escala 6x1 e a aplicação de tecnologia, dados e automação na mobilidade urbana.


Principais pontos do episódio


  • A redução de passageiros não possui uma única causa e precisa ser analisada junto às mudanças nos hábitos de deslocamento, à motorização individual e à expansão de outras alternativas de mobilidade.
  • A Tarifa Zero pode ampliar o acesso, mas exige fontes estáveis de financiamento, mecanismos de controle e clareza sobre a remuneração da operação.
  • O Marco Legal do Transporte Público cria novas referências para contratos, qualidade, dados, transparência e sustentabilidade econômico-financeira.
  • A possível mudança da escala 6x1 pode afetar o dimensionamento das equipes, a construção das escalas, os custos e a continuidade do serviço, mas não deve ser analisada isoladamente.
  • A tecnologia produz resultados consistentes quando os dados são confiáveis, integrados e utilizados para orientar decisões.
  • A LAT.BUS 2026 deve mostrar como financiamento, regulação, pessoas, veículos, sistemas e sustentabilidade estão cada vez mais conectados.


Por que o transporte coletivo continua perdendo passageiros?


A redução de passageiros foi um dos primeiros assuntos discutidos no CittaCast. Para Alexandre Pelegi, a perda de demanda não pode ser atribuída a uma única causa ou analisada apenas como consequência da pandemia. Dados da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) apontam que entre 2013 e 2023 o Brasil teve uma redução de 44,1% nas viagens de ônibus do transporte público urbano.


“É uma conjunção de fatores”, resumiu Alexandre ao relacionar a queda de passageiros ao crescimento da motorização individual, à expansão de outras alternativas de deslocamento e às mudanças nas escolhas de mobilidade da população.


O estímulo à aquisição do carro próprio, a ampliação do transporte por aplicativo, e a busca por opções consideradas mais flexíveis alteraram o comportamento de parte dos passageiros. Ao mesmo tempo, muitos sistemas de transporte coletivo enfrentam dificuldades para acompanhar essas novas expectativas.


Intervalos longos, baixa previsibilidade, tempos elevados de viagem, falta de informação e redes pouco adaptadas às mudanças urbanas reduzem a atratividade do serviço.


Luiza Gomes complementou essa leitura a partir da relação com os clientes da Cittati. A Gerente de Relacionamento mostrou que a redução de passageiros não aparece apenas nos indicadores gerais do mercado. O problema chega à rotina das empresas, que precisam rever linhas, horários, oferta e estratégias para manter o serviço atrativo.


A análise apresentada no episódio também indica que recuperar passageiros não depende somente de campanhas ou incentivos pontuais. É necessário melhorar a experiência oferecida, aumentando a regularidade, a previsibilidade e a qualidade das informações disponíveis.


A queda da demanda produz consequências que se retroalimentam. Com menos passageiros, o modelo financiado predominantemente pela tarifa fica mais pressionado. O custo da operação precisa ser distribuído por uma base menor de usuários, aumentando a necessidade de reajustes ou subsídios.


Quando a resposta é somente reduzir a oferta, o serviço pode se tornar ainda menos competitivo. Intervalos maiores, linhas com menor frequência e mais dificuldade para realizar conexões estimulam a migração para outros modos.


Recuperar passageiros exige uma combinação de medidas: melhorar a confiabilidade, reduzir o tempo de viagem, oferecer informação de qualidade, rever redes e compreender como os deslocamentos estão mudando.


A programação da LAT.BUS 2026 reconhece a dimensão desse desafio. Um dos painéis previstos abordará os dez anos de queda de demanda e a necessidade de uma política nacional de financiamento que ajude a romper o ciclo de perda de passageiros.


Tarifa Zero: ampliar o acesso exige financiar o serviço


A Tarifa Zero ocupa um espaço crescente no debate sobre mobilidade urbana. A retirada da cobrança direta ao passageiro pode ampliar o acesso, estimular o uso do transporte coletivo e reduzir o peso dos deslocamentos no orçamento das famílias.


Entretanto, Alexandre Pelegi destacou no CittaCast que a Tarifa Zero, por si só, não é o que vai salvar os rumos do transporte. A gratuidade pode contribuir para atrair usuários, mas não resolve isoladamente problemas relacionados à qualidade, à oferta, à eficiência e à sustentabilidade financeira.


Veículos, profissionais, manutenção, combustível ou energia, infraestrutura, sistemas, fiscalização e gestão continuam demandando recursos. Quando o passageiro deixa de pagar a tarifa, é necessário definir quem financiará o serviço e como os recursos chegarão à operação.


A Tarifa Zero, portanto, não pode ser analisada somente como uma decisão tarifária. Ela precisa fazer parte de uma política mais ampla, capaz de combinar acesso, qualidade, planejamento e fontes permanentes de custeio.


Mais de 170 cidades brasileiras já adotaram modelos de Tarifa Zero. A NTU, no entanto, alerta que a expansão da gratuidade torna mais evidentes os desafios de financiamento, monitoramento e aplicação do modelo em municípios de maior porte.


O debate também precisa considerar o porte e a complexidade de cada rede. Sistemas menores podem operar com estruturas mais simples, enquanto grandes cidades e regiões metropolitanas precisam financiar volumes elevados de viagens, integração entre municípios, infraestrutura e níveis de serviço mais complexos.


Luiza Gomes relacionou essa discussão à necessidade de controle e comprovação. Quanto maior a participação de subsídios e recursos públicos, maior é a importância de acompanhar o que foi planejado, o que foi efetivamente executado e quais resultados foram entregues.


Nesse cenário, planejamento, monitoramento, controle de demanda e indicadores deixam de ser apenas ferramentas internas das empresas. Eles passam a sustentar a transparência e a governança do modelo de financiamento.


O que muda com o Marco Legal do Transporte Público?


O Marco Legal do Transporte Público foi um dos principais temas do episódio porque reúne questões que afetam contratos, financiamento, transparência, planejamento e uso de dados.


Alexandre Pelegi analisou o Marco Legal como parte de um novo cenário para o transporte coletivo, no qual a tarifa paga pelo passageiro não pode continuar sendo tratada como a única fonte de sustentação do sistema.


Ao relacionar a evolução regulatória ao papel dos sistemas e das informações, Alexandre observou que “a tecnologia ganhou proeminência” na agenda do setor.


A Lei nº 15.432, sancionada em 13 de junho de 2026, instituiu o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano. A legislação reconhece o transporte coletivo como serviço público essencial e estabelece princípios como universalização do acesso, qualidade, regularidade, sustentabilidade, transparência e segurança jurídica dos contratos. A lei entra em vigor um ano após sua publicação.


Um dos pontos mais relevantes é a distinção entre o custo necessário para remunerar a prestação do serviço e a tarifa cobrada do passageiro.

Na prática, essa separação reconhece que o valor pago pelo usuário não precisa ser a única fonte de receita da operação. A legislação também prevê dotações orçamentárias, instrumentos tributários e urbanísticos, investimentos privados e outros mecanismos de financiamento.


Essa mudança ajuda a enfrentar uma limitação histórica do setor. Quando a operação depende quase exclusivamente da tarifa, a queda de passageiros compromete diretamente o equilíbrio econômico e a capacidade de manter o nível de serviço.


O Marco Legal também amplia o peso dos dados na gestão e na fiscalização. A implementação de modelos de remuneração, indicadores de qualidade e novas formas de custeio exige informações confiáveis sobre oferta, demanda, frota, viagens e execução operacional.


Luiza Gomes aproximou esse debate da realidade das empresas. Para que novas regras de remuneração e fiscalização funcionem, operadores e gestores precisarão trabalhar com informações mais consistentes sobre viagens, quilometragem, demanda, cumprimento do serviço e qualidade, o que a plataforma da Cittati apoia de maneira eficiente.


A implementação do Marco Legal, portanto, não será somente uma tarefa jurídica. Ela exigirá adaptação de processos, revisão de contratos, qualificação das equipes e maior maturidade no uso das informações.


A LAT.BUS 2026 acontece justamente no momento em que o setor começa a compreender os impactos da nova legislação. A programação inclui um painel dedicado ao Marco Legal como fundamento de uma nova política nacional de financiamento, com destaque para a separação entre tarifa pública e remuneração do serviço.


O fim da escala 6x1 pode alterar a organização das operações


A possível mudança da escala 6x1 não é apenas um tema trabalhista para o transporte de passageiros. Ela pode interferir diretamente na construção das escalas, na disponibilidade de profissionais, nos custos e na capacidade de manter o serviço em funcionamento.


Alexandre Pelegi relacionou a jornada dos trabalhadores ao próprio funcionamento das cidades. O transporte precisa operar durante períodos extensos, incluindo madrugadas, fins de semana, feriados e horários de pico. Por isso, uma mudança na organização do trabalho pode gerar efeitos que ultrapassam a relação individual entre empresa e colaborador.


Em agosto de 2026, a proposta continua em discussão no Senado. A PEC 221/2019 prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A mudança ainda não deve ser tratada como regra vigente.


Uma eventual redução da jornada pode exigir novas contratações, redistribuição de turnos, revisão das folgas, mudanças na utilização de horas extras e adequações nos contratos.


Luiza Gomes trouxe o tema para o campo da preparação operacional. Empresas que conhecem suas jornadas, horários críticos, níveis de ausência e disponibilidade de profissionais conseguem projetar cenários com mais segurança.


Os impactos também variam conforme o segmento. Uma operação urbana de grande porte possui necessidades diferentes das encontradas no fretamento contínuo, no transporte rodoviário, no escolar ou em operações eventuais.


Por isso, não existe uma resposta única para todo o mercado. Cada empresa precisará analisar sua programação, seus acordos coletivos, o tamanho da equipe e o perfil das viagens.


Mesmo antes da conclusão do debate legislativo, as empresas podem trabalhar com simulações:


  • Quantas horas de trabalho são necessárias para cumprir a programação?
  • Em quais períodos existe maior concentração de jornadas?
  • Onde há dependência excessiva de horas extras?
  • Quais funções são mais difíceis de substituir?
  • Qual seria o impacto de diferentes modelos de escala?


Responder a essas questões depende de informações confiáveis sobre jornadas, presença, escalas, viagens e disponibilidade de profissionais.

A discussão sobre a escala 6x1 também reforça a importância da digitalização. Empresas que dependem de controles fragmentados ou apontamentos manuais terão mais dificuldade para construir cenários e adaptar a operação.


A programação da LAT.BUS 2026 inclui um debate específico sobre os impactos do fim da escala 6x1 no fretamento, além de discussões sobre escassez de motoristas e inteligência artificial aplicada à operação.


Tecnologia na mobilidade urbana precisa chegar à decisão


A tecnologia foi um dos eixos mais presentes na conversa do CittaCast. O debate mostrou que a transformação digital vai além da instalação de equipamentos, à contratação de um software ou à substituição de formulários em papel.


O valor aparece quando planejamento, execução, monitoramento e análise passam a compartilhar informações consistentes.


Luiza Gomes destacou que os clientes reconhecem cada vez mais a importância de ter dados disponíveis para conduzir a operação. Em algumas empresas, essa evolução já levou à decisão de implementar um setor de dados, mostrando que a informação passou a ocupar uma posição mais próxima da estratégia.


Essa mudança não acontece apenas na estrutura organizacional. Ela altera a forma como gestores acompanham o serviço, avaliam resultados e tomam decisões.


Uma empresa pode acumular grandes volumes de dados e continuar tomando decisões de forma reativa. Isso acontece quando as informações estão dispersas, chegam tarde demais ou não estão relacionadas aos processos da operação.


A gestão orientada por dados começa com perguntas claras:


  • O que precisa ser medido?
  • Qual indicador representa a qualidade do serviço?
  • Em que momento uma ocorrência exige intervenção?
  • Como transformar um alerta em uma ação operacional?
  • Quais informações precisam chegar ao CCO, ao planejamento e à diretoria?


Luiza também chamou atenção para a diferença entre simplesmente receber informações e estruturar uma gestão realmente orientada por dados.

Ao sintetizar a importância dessa mudança, ela destacou a condição de “quem tem dados na mão” para identificar problemas, organizar prioridades e tomar decisões com mais clareza.


A gestão orientada por dados exige processos definidos, responsabilidades claras, equipes preparadas para interpretar as informações e parceiros de negócio, como a Cittati, que aliem tecnologia com inteligência para trazer informações de qualidade, que efetivamente apoiam a operação na otimização da sua atuação e na eficiência da empresa.


O que esperar da LAT.BUS 2026?


A LAT.BUS 2026 deve apresentar veículos, componentes, plataformas e serviços, mas sua relevância vai além da exposição.

O evento acontece em um momento de mudanças regulatórias, pressão por novos modelos de financiamento, evolução tecnológica e necessidade de recuperar passageiros.


Alexandre Pelegi indicou ao longo da conversa que a feira deve refletir um setor diante de mudanças econômicas, sociais e regulatórias simultâneas. Mais do que acompanhar lançamentos, será necessário compreender os impactos dessas transformações sobre a operação.


Luiza Gomes reforçou a importância de avaliar as soluções a partir da realidade de cada empresa. Uma tecnologia pode ser relevante, mas sua adoção precisa considerar o nível de maturidade da operação, os processos existentes e os problemas que precisam ser resolvidos.


Essa combinação entre visão de mercado e experiência dos clientes é um dos principais diferenciais do episódio. O CittaCast mostra como as tendências chegam às decisões de quem planeja, opera e administra o transporte.


Para operadores de transporte urbano


Operadores poderão comparar soluções de planejamento, monitoramento, bilhetagem, telemetria, gestão de pessoas e integração de sistemas.

Mais importante do que acumular funcionalidades será entender como cada tecnologia se conecta aos processos existentes.

A avaliação deve considerar capacidade de integração, confiabilidade dos dados, facilidade de implantação e impacto na rotina do CCO, do planejamento, da manutenção e da gestão.


Para órgãos gestores e administrações públicas


O Marco Legal, a transparência, o financiamento, a qualidade e a governança de dados devem receber atenção especial.

Órgãos gestores precisarão estruturar indicadores, acompanhar a execução do serviço, definir critérios contratuais e ampliar a capacidade de fiscalização.


A tecnologia pode apoiar esse processo ao centralizar informações de diferentes operadores e permitir uma visão integrada da rede.


Para empresas de fretamento e contratantes


No fretamento, a agenda envolve jornada de trabalho, escassez de motoristas, conectividade, eficiência e experiência dos usuários.

Empresas contratantes também buscam maior visibilidade sobre viagens, pontualidade, passageiros, qualidade do serviço e cumprimento dos contratos.

Soluções capazes de gerar comprovação, rastreabilidade e indicadores ganham relevância em um cenário de maior pressão por eficiência e governança.


Para fabricantes e fornecedores


Fabricantes e fornecedores precisarão demonstrar como veículos, componentes, softwares e serviços se conectam a resultados operacionais.

O mercado tende a exigir propostas que considerem integração, manutenção, custo total, disponibilidade e impacto sobre a qualidade do serviço.

O produto isolado perde espaço para soluções capazes de funcionar dentro de um ecossistema mais amplo.


A participação da Cittati na LAT.BUS 2026


A Cittati estará presente na LAT.BUS 2026 apresentando como tecnologia, dados e integração podem apoiar diferentes perfis de operação.

A participação da empresa também inclui o painel “Tecnologias (ITS) que melhoram a mobilidade urbana”, no dia 13 de agosto, às 15h30. Dionaldo Passos, CEO da Cittati, participa do debate dedicado a sistemas de planejamento, gestão e monitoramento, conectividade, inteligência artificial, big data e internet das coisas.

Quem visitar a feira poderá encontrar a Cittati no estande A36, no espaço compartilhado com outras empresas do Grupo Modaxo.



A presença no evento reforça a proximidade da Cittati com discussões que já fazem parte da realidade dos operadores, órgãos gestores, empresas de fretamento e contratantes de transporte corporativo.

Uma conversa que começa antes da feira


O segundo episódio do CittaCast mostra que os desafios do transporte por ônibus não chegam separadamente.

Alexandre Pelegi apresentou uma leitura ampla sobre as mudanças que afetam demanda, financiamento, regulação e funcionamento das cidades. Luiza Gomes mostrou como essas transformações já aparecem entre clientes da Cittati, especialmente na busca por dados, controle, integração e decisões mais qualificadas.


A redução de passageiros pressiona o modelo de financiamento. A busca por novas fontes de recursos exige mais transparência. O Marco Legal aumenta a importância dos contratos e dos indicadores. Mudanças na jornada podem alterar escalas e custos. A tecnologia oferece instrumentos para responder a esses desafios, mas precisa estar integrada à operação.


Ao reunir essas duas perspectivas, o episódio oferece um ponto de partida para quem pretende acompanhar a LAT.BUS 2026 com mais contexto e compreender como os grandes debates do mercado chegam ao cotidiano das empresas.

O episódio completo do CittaCast já está disponível nos canais da Cittati.


Assista ao CittaCast #2 e acompanhe a participação da Cittati na LAT.BUS 2026.

Veja o que a Cittati apresentará na LAT.BUS 2026

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